Breve história da Associação Guias de Portugal

O Guidismo surgiu internacionalmente para fazer face ao crescente número de raparigas apaixonadas pelo ideal do Escutismo em todo o mundo. A primeira iniciativa para lançar oGuidismo em Porgugal deve-se a uma senhora inglesa que, por volta de 1926, junta no Porto um grupo de raparigas de nacionalidade portuguesa, inglesa e americana, com as quais forma a primeira Companhia de Guias do Porto. Quase logo a seguir abre, em Carcavelos, uma Companhia de Guias criada do mesmo modo.

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Na Madeira é fundado o primeiro Bando em 1926 por Miss Lester, que dependia directamente doBureau Mundial. Em 1931, a Madeira tem a honra de receber Lord e lady Baden Powell. Neste mesmo ano, com a saída de Miss Lester, é a sua ajudante, D. Carolina Rocha Machado, que assume a chefia. Surgem as 1ª e 2ª Companhia de Lisboa, 1º Bando de Lisboa e a 1ª Companhia de Cadetes, já todos com Guias Portuguesas.A 1 de Fevereiro de 1934, D. fernanda d’Oreytorna-se Comissária Nacional, dando um novo impulso ao movimento. O trabalho agora requerido pela Associação não poderia ser levado a cabo pelas chefes estrangeiras, devido ao fraco conhecimento da língua e à cultura das raparigas portuguesas, diferente, naturalmente, das Inglesas.

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Até à data, as Guias eram maioritariamente inglesas, apenas existindo nove Brownies e umaGuide de nacionalidade portuguesa. Reuniam-se na própria escola (Oporto British School) com uma chefe inglesa, e iam terminar os seus estudos em Inglaterra, ingressando nas Guias de lá, daí o desinteresse destas em possuir uniforme e emblemas diferentes do das inglesas. A sede em Londres autorizava estas “companhias inglesas”, mas advertia para o facto de estarem sujeitas aos estatutos e regulamentos da Associação portuguesa.

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A Associação Guias de Portugal é reconhecida pelo Governo, sendo o seu estatuto aprovado pelo artº.1º, do Dec. Lei nº 23760, de 11 de Abril de 1934. Nesta mesma data o movimento conta, em Portugal, com 200 Guias e Avezinhas.

 

Em 1935, já se fazem acampamentos de dez dias com actividades ligadas ao ar livre. Um ano mais tarde, comemora-se, em Fevereiro, o Dia do Pensamento.

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Em Maio de 1934, D. Fernanda d’Orey, recente Comissária Nacional, veste a sua farda oficial pela primeira vez, ao acolher o 2º cruzeiro de Guias e Escoteiros Britânicos, cujo último ponto de paragem era Portugal. Juntamente com guias do Porto e de Lisboa recebem a Chefe Mundial.

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O desenvolvimento do Espírito Guidista, espalha-se por Lisboa, Porto, Carcavelos, Madeira, Angra do Heroísmo, Lourenço Marques e Luanda. Existem também outras localidades que pretendem formar companhias, mas já nesta altura se lutava com a dificuldade da falta de chefes. Em 1937, dá-se um intervalo no Movimento devido a várias causas:

 

– o pedido de paragem de actividades feito pelo Governo;

– a Guerra de Espanha;

– a I Guerra mundial.

 

Neste tempo, só a companhia que funcionava na Ilha da Madeira se manteve ao mesmo ritmo, desempenhando um papel importante no acolhimento de crianças refugiadas da guerra.

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Foi só em 1953 que recomeçaram as primeiras reuniões para o ressurgimento das Guias no continente. O primeiro grupo situava-se em Lisboa com a companhia “Rainha D. Leonor” e estava ligado à religião protestante. Realizaram as suas primeiras promessas em Maio do mesmo ano.

 

Devido ao entusiasmo de um grupo de senhoras, consegue-se obter a aprovação do Cardeal Patriarca de Lisboa e do Ministro da Educação para a nomeação da Comissão Executiva, de acordo com os Estatutos de 1934.

 

Em 19 de Março de 1954 realizou-se uma reunião da qual se nomearam a Presidente –  D. Maria do Carmo da Câmara Castello Branco – e a Comissária Nacional – D. Isabel de Estarreja, e a Comissária Inter – Regional, a Condessa de Castelo Branco.

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Em 1957, com a ajuda da Comissária Nacional e de Miss Rawes forma-se um curso de cadetes de onde sairiam 4 chefes. O Movimento retomou então as suas actividades.

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A Associação Guias de Portugal recebe, em 1960, a visita de Lady Baden Powell, que passa em Portugal durante uma série de visitas que efectuou a países onde o Guidismo se encontrava em desenvolvimento. Nesse ano já haviam companhias em Beja, Olhão, Santo Amaro de Oeiras, Dona Filipa de Vilhena (Lisboa) e pedidos para outras na Ajuda e Bairro de Alvalade.

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Em Junho de 1963, na 18ª Conferência Mundial que se realizou na Dinamarca, a Associação Guias de Portugal é aceite como membro associado da WAGGGS.

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Passam 12 anos e é com grande alegria que a Associação Guias de Portugal se vê reconhecida pela Associação Mundial como seu Membro Efectivo. A 22ª Conferência Mundial que se realizou em Inglaterra, em Junho de 1975, marca assim de forma definitiva a história da AGP.

 

Em 1991 festejam-se os 60 anos da AGP, cujo ponto alto foi a Concentração Nacional realizadaem Pinhal Novo.

 

Em 1992, é atribuído à AGP o “Prémio Olave”, pelo excelente trabalho de serviço comunitário desenvolvido pela Patrulha Poney, do Ramo Moinho da Região de Lisboa, no acolhimento aos refugiados da guerra da Bósnia.

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A AGP é membro efectivo da Associação Mundial de Guias (World Association of Girl Guides and Girl Scouts – WAGGGS), que integra jovens voluntárias espalhadas por 150 países e que conta, actualmente, com cerca de 10 milhões de associadas.

 

Organização das Guias de Portugal

 

Na AGP, as Guias estão divididas em 4 Ramos, consoante a idade, havendo um lenço para cada ramo. Os ramos formam a Companhia e o país está dividido em várias regiões.

 

Ramo

Idade

Lenço

Avezinha

6-10

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Aventura

10-14

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Caravela

14-17

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Moinho

17-21

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Quanto ao uniforme, é igual para todos os ramos. O cinto é modelo oficial, com o trevo na fivela.

Dentro da Companhia, as Dirigentes usam um lenço da cor do ramo onde exercem funções,debroado a azul escuro.

As Delegadas dos Ramos (dirigentes a nível regional e nacional) distinguem-se pela camisa, que é branca, e pelo lenço liso da cor do respectivo ramo.

 

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Imagem retirada de “Carolas”, boletim oficial do Clube Português de Coleccionadores de Objectos Escutistas

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In http://inkwebane.cne-escutismo.pt

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